Charles Robert Darwin nasceu em uma família
próspera e culta. Seu pai, Robert, era um médico respeitado e seu avô paterno, Erasmus, poeta, médico e filósofo.
Em 1825, foi para Edimburgo estudar medicina,
mas abandonou a carreira. Mudou-se para Cambridge, disposto a se tornar um
sacerdote anglicano, mas ficou amigo do botânico John Stevens Henslow, com quem
aprofundou seus conhecimentos em história natural, matéria em que seu talento
que se manifestava desde a infância.
Foram quatro anos e nove meses de pesquisas. Ele juntou
fósseis, amostras geológicas, observou milhares de espécies vegetais e animais,
erupções vulcânicas e terremotos. Em 1839, após se casar com Emma Wedgwood, foi
viver no campo, na terra natal. Sofreu de uma doença não diagnosticada na
época, e suspeita-se que tenha sido o mal de Chagas.
Na viagem do Beagle, Darwin notou que um mesmo
animal tinha características próprias de uma região para outra. O mesmo
acontecia em espécies separadas pelo tempo, como demonstravam os fósseis.
Embora bem definidas na mente de Darwin, as ideias
evolucionistas eram apenas assunto
para um círculo íntimo de amigos, pois se chocavam com a versão bíblica da
criação e com a noção filosófica grega de formas ideais.
O evolucionismo, porém, já era uma corrente
importante na biologia. Animado ao conhecer o trabalho do zoólogo Alfred Russell
Wallace que chegava a
conclusões semelhantes, Darwin publicou, em 1859 seu livro conhecido hoje como
"A Origem das Espécies".
Extremamente apegado à família, o caráter
modesto e cuidadoso de Darwin atraía a simpatia até dos adversários. Fulminado
por um ataque cardíaco, foi enterrado na abadia de Westminster, por solicitação
expressa do Parlamento inglês.